Vamos à verdade que não existe: Seres humanos que não agridem a natureza. Ao assistir a um documentário na TV, uma ecologista falava sobre aquecimento global, impactos ambientais, etc.
Na imagem da entrevistada um visual hippie moderno, colar de sementes, um pequeno broche de ouro (ao menos tinha cor de ouro), um relógio, roupas e sandália de couro. Depois voltaremos a estes detalhes.
Vamos agora à análise do pecado original. Para começar os seres humanos tomam o oxigênio e liberam o CO² (gás carbônico). Nossas fezes são recolhidas por alguma companhia de águas e saneamento que, junta tudo, e joga nos rios sem tratamento. Para o lixo, achamos algum terreno para criar um grande depósito.
Claro, nossa alimentação. Se, comemos carnes sacrificamos outros animais e desmatamos florestas que viram pastagens. Se adotamos a dieta vegetariana também destruímos as florestas, que dá lugar a agricultura e contaminamos nossas fontes de água (nascentes, rios, córregos, mananciais) com a química dos agrotóxicos. Afinal, somos a geração do câncer!
Sobre nossas moradias. Ao se construir casas de madeira, árvores são derrubadas. Nas casas de alvenaria, areia, barro, cimento, pedras, etc. contribuem igualmente com alguma devastação.
Agora, voltemos à ecologista da TV, para termos um exemplo do que realmente somos. Para termos um relógio, usa-se o aço, alguns diamantes, etc, que vem de mineradoras, que causam grande impacto ambiental. Então, destruímos a natureza, mas não perdemos as horas!
Falando em tempo, vive-se numa época em que nossas belas mulheres são contempladas com jóias, ouro, prata e centenas de pedras preciosas que, para chegar a nossas mãos causam enorme impacto ambiental.
O ouro, que nos encanta com seu brilho e seu poder deixa um rastro de morte e devastação pelos garimpos do mundo inteiro. É o ouro envenenando a Terra com seu mercúrio!
O livro que nos traz o conhecimento, igualmente devasta florestas, onde viviam centenas de outros animais e milhares de micro-organismos. Nossas roupas, móveis, eletrodomésticos, computadores, tudo surge da destruição ou transformação ambiental.
A luz que ilumina nossas casas e nossas lojas com seus enfeites de Natal, para ser produzida escurece uma parte da vida terrestre. É a energia que se transforma: uma morte por uma vida!
Ora, obvio é que não existe homem ou mulher que não polua. Afinal, não há como um câncer proteger sua vítima. O ser humano precisa, talvez, entender qual seu papel nesse mundo, ou aprender a descobrir e criar novos mundos.
Particularmente não acredito que o homem possa destruir a Terra não temos a capacidade para destruir a obra Divina: A criação de Deus é sempre mais forte pois tudo se transforma. E, se a Terra é oval, e esse formato é símbolo da vida, me resta acreditar que esse planeta é a semente de energia de um novo mundo. Big Terra!
Mãe Terra, semente da vida, semente do novo, semente da evolução humana em energia pura.
A Terra nos dá os elementos da magia, e como magos, é preciso aceitar a não resistência e dar um passo em direção ao futuro: A energia do Amor!
Esse é o motivo pelo qual os índios, e alguns povos orientais, praticam a compensação ambiental, ao cortar uma árvore, ao sacrificar um animal, se dá a Deusa Terra à energia da oração, do pensamento positivo: Compensar as energias!
Compensação ambiental é trocar a energia que precisamos hoje por aquela que será semente de nova vida numa época futura.
Por este mundo já passaram dinossauros, e nós também iremos, porque a lei do Universo é a mudança. Então, não há homem ou mulher protetor ou destruidor da natureza, pois todos somos um. Somos uma única energia que se alimenta da Mãe Terra. É a transformação dela pela evolução humana.
Acho que, o único motivo útil que alimenta o discurso ambiental é a preservação da energia existente para que uma geração de homens e mulheres mais sábios possa fazer melhor uso dela no futuro. Afinal, nossos dias atuais são de homens e mulheres ainda incultos e com alguma raiva no coração.
Importante destacar que as palavras acima, refletem a minha opinião, e prefiro seguir o discurso da compensação, da moderação e do respeito. E, como um dia me falou um sábio escritor: Você precisa organizar o progresso. Pois ordem e progresso desorganizados são nulos e não levam o homem a lugar algum.
Viva a Natureza!
Forte Abraço!
Fábio João Turnes
Dir. Executivo CDL/ACISAI
Sec. Municipal Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente